Autor dos disparos em casa noturna de Americana, é localizado, presta depoimento e é liberado

Um policial militar assumiu ser o autor dos disparos que mataram o motoboy Rodrigo Borges, 40, dentro da casa noturna The Farm, em Americana, na madrugada deste domingo (6). Ele prestou depoimento à Polícia Civil nesta manhã e foi liberado. O PM, que não teve o nome divulgado, estava de folga e alegou legítima defesa.

De acordo com o advogado do autor, Paulo Vinícius Guimarães, o policial estava no bar como cliente e se envolveu em uma briga, que foi apartada por seguranças na área de fumantes da casa noturna. Na sequência, o autor teria sido atacado por Rodrigo Borges, na intenção de tomar a arma dele, ainda na área de fumantes.


“Meu cliente foi deixado sozinho no fumódromo do bar, e então saiu o boato que ele estava armado e era policial, então entrou um homem lá dentro dizendo que era bandido e que ele que mandava ali e o atacou, tentando tirar a arma do meu cliente”, disse o advogado. Os disparos ocorreram nessa segunda briga. Nesta manhã, o policial estava com ferimentos nos dois joelhos quando compareceu à delegacia, resultado da briga, segundo o advogado.

O autor prestou depoimento na delegacia e foi liberado, deixou o local em uma viatura da PM. O delegado de plantão, Robson Gonçalves de Oliveira, não comentou o caso e disse que a ocorrência ainda estava em apresentação por volta das 12h30.

OUTRA VERSÃO


A irmã de Rodrigo, Daniela Ferreira, disse que o irmão não era bandido, como disse o advogado, e estava no bar comemorando o aniversário de uma amiga. “É mentira que ele é bandido. Ele estava entre amigos e disse que iria no banheiro e já retornava. O Rodrigo não estava armado, não teve troca de tiro, pra nós isso foi uma execução, porque foram quatro tiros no peito e uma na cabeça, não pegou mais ninguém, só ele”, disse.

Ela informou que não mora no Estado de São Paulo e estaria indo para Americana para buscar mais detalhes do caso. “A gente só quer que isso seja esclarecido e que a justiça seja feita, porque a gente não vai ter ele de volta”, disse.


ARMA


Guimarães disse ainda que o policial não estava “fazendo bico” de segurança, e que foi autorizado a entrar armado na casa ao alegar, ao ser revistado por seguranças na entrada, que era policial militar. Em nota, o The Farm disse que disponibilizou cofre do estabelecimento ao policial quando ele informou estar armado, mas que o PM “na qualidade de cliente e, em exercício de seus direitos, optou por permanecer armado no estabelecimento”.


NOTA


Em nota, a Farm disse que nenhum de seus funcionários “têm qualquer tipo de envolvimento nos fatos ocorridos em razão de desentendimento entre dois clientes, de maneira isolada, que frequentavam a casa”. “O Farm Entretenimentos Ltda. se solidariza com os familiares da vítima e se coloca à disposição das autoridades competentes com a investigação e demais procedimentos pertinentes”, trouxe a nota da empresa. Fonte: Todo Dia

1,702 visualizações0 comentário