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Coronavírus: médicos vão à polícia após suposta agressão no Hospital de Campanha em Campinas

Um grupo de médicos do Hospital de Campanha de Campinas (SP) procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência por lesão corporal, ameaça e injúria contra filhos de uma paciente que veio a óbito por Covid-19 nesta quinta-feira (2). De acordo com os profissionais, um homem e três mulheres, as agressões teriam ocorrido quando eles foram comunicar a morte da idosa, de 75 anos.

Segundo os profissionais de saúde, a paciente deu entrada na unidade no dia 26 de junho e seu estado de saúde havia se agravado nos últimos dias. Ainda de acordo com os médicos, a mulher teria manifestado o desejo de não ser intubada, mas com a piora, os familiares solicitaram o procedimento. À EPTV, afiliada TV Globo, um dos médicos contou que eles informaram à família da gravidade da situação, que a intubação seria delicada e quando foram comunicar o óbito, eles não aceitaram a notícia, partindo para agressão e ameaças. Um dos profissionais que relatou ter sofrido agressão física e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a perícia. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial (DP), mas a investigação ficará sob responsabilidade do 5º DP, que deve convocar as partes e testemunhas para oitivas.Em nota, a prefeitura de Campinas informa que vai esclarecer o ocorrido nesta quinta. "A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar lamenta o ocorrido e vai esclarecer com a equipe o que aconteceu no Hospital de Campanha".

O G1 não conseguiu contato com os familiares da paciente.Intubação

Um dos médicos ouvidos pela EPTV relatou que o Hospital de Campanha possui estrutura de baixa complexidade, e procedimentos como a intubação não eram para ser realizados ali.

Segundo o profissional, a falta de vagas de maior complexidade na rede para encaminhar os pacientes acaba obrigando a equipe a realizar a intubação como uma "ação paliativa".

Em nota, a Saúde defende que todas as unidades estão equipadas para o procedimento e que há vagas na rede para pacientes que precisam de UTI.

"A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar informa que todas as unidades da rede estão equipadas para realizar a intubação de pacientes. O Hospital de Campanha conta com 84 leitos de retaguarda, sendo dois voltados para estabilização de pacientes (esse número pode ser ampliado em caso de necessidade). A unidade possui sete respiradores, que são usados nos pacientes que têm uma piora no quadro e necessitam da intubação para aguardar a transferência para um leito de UTI".

Ainda na mesma nota, a pasta defende que a ocupação de leitos de UTI Covid em Campinas nesta quinta-feira é de 88,17%. "Há quatro leitos disponíveis no SUS municipal, sete no SUS estadual e 33 na rede particular", diz a nota.

É a primeira vez em 20 dias que a cidade tem leitos vagos de terapia intensiva no SUS Municipal exclusivos para pacientes com coronavírus.(fonte site G1 Campinas)


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