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Homem que fez gravação de mulheres fazendo ioga no Rio critica Lei Maria da Penha

O empresário Ricardo Roriz - que é investigado por filmar e divulgar na internet vídeos que expõem mulheres praticando ioga na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio – terá que prestar esclarecimentos em mais uma investigação da Polícia Civil. Desta vez, ele aparece em uma gravação criticando a Lei Maria da Penha.

A Lei Maria da Penha foi criada em 2006 para impedir que mulheres sejam vítimas de violência. Na gravação investigada pela polícia, Roriz diz que a lei seria a responsável por fazer com que as mulheres sejam “um bicho chato” e sugere a elaboração de lei que daria 'direito de enfiar a porrada se ela [mulher] te encher o saco'.

“Eu descobri porque mulher da gente é um bicho chato pra c******. Sabe quem é o culpado? É a tal da Maria, Maria da Penha. Se a Maria da Penha não tivesse feito aquela lei. Se tivesse uma lei assim ‘Você está casado e está vivendo com uma mulher há mais de três meses, você tem direito de enfiar a porrada se ela te encher o saco’. Toda mulher seria maravilhosa, seria calminha”, diz o empresário no vídeo.

Empresário tem 300 mil seguidores

A delegada responsável pelo inquérito, Valéria Aragão, afirmou ao G1 que vai apurar o delito cometido pelo autor do vídeo. Segundo ela, Ricardo Roriz irá responder por incitação ao crime de violência contra mulher pelo vídeo postado. O empresário tem cerca de 300 mil seguidores. “Uma terceira investigação em desfavor a Ricardo Roriz foi iniciada nesta terça-feira, quando mais um vídeo do autor chegou nas mãos da 12ª DP. O vídeo foi encaminhado por uma de suas vítimas, a professora Mariana Madura conseguiu obter as imagens através de pesquisas em redes sociais”, disse a delegada.

“Neste novo vídeo, o empresário Ricardo Roriz incita a violência contra a mulher, defendendo que o homem, depois de três meses com sua companheira, tenha o direito de agredi-la caso ela o contrarie de alguma forma. Por causa dessa conduta, ele será responsabilizado por incitação à violência contra mulher”, concluiu Valéria Aragão.

O vídeo foi gravado em 2018 e, após a abertura da investigação, foi retirado da internet pelo próprio autor. O empresário irá prestar depoimento até o fim da próxima sexta-feira (14).

“A defesa do empresário Ricardo Roriz já foi notificada acerca da lavratura de um terceiro registro de ocorrência em desfavor de seu cliente, dando início a uma terceira investigação. Irá apresentar o empresário ainda esta semana para que ele preste depoimento”, afirmou a delegada. Empresário diz que vídeos têm 'toque humorístico'.

O empresário Ricardo Roriz disse, em depoimento à 12ª DP (Copacabana), que suas publicações teriam finalidade “humorística”. Ele esteve presente para prestar esclarecimentos sobre um segundo registro de ocorrência feito por uma nova vítima, que teve um vídeo exposto na internet.

O novo caso teria acontecido menos de um mês antes de gravar a advogada Mariana Maduro durante sua atividade de acroioga, que são acrobacias na prática da ioga, com uma amiga.

Aos investigadores, na segunda-feira (10), ele afirmou que faz essas gravações há seis anos com o objetivo de ser engraçado. A delegada que comanda as investigações, Valéria Aragão, afirmou ao G1 que ele disse em sede policial que tem o costume de frequentar o local das gravações há muito tempo.

(Fonte: G1)

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