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Mano Menezes é demitido do comando do Bahia; caso de Índio Ramírez será apurado

Momentos após a derrota do Bahia por 4 a 3 para o Flamengo, neste domingo, no Rio de Janeiro, o técnico Mano Menezes foi demitido do comando do time baiano. O treinador esteve envolvido no denúncia de injúria racial feita pelo meia Gerson sobre o meia-atacante do Bahia Índio Ramírez.

Por meio de suas redes sociais, o Bahia comunicou o desligamento do treinador.

- O Esporte Clube Bahia comunica que Mano Menezes não é mais o técnico do Esquadrão. Nesta mesma ocasião, aproveitamos para anunciar que, em relação à grave acusação de racismo envolvendo o colombiano Indio Ramírez, o clube se posicionará em breve após finalizar a apuração do caso - diz o texto.



Mano Menezes chegou ao Bahia em setembro deste ano para substituir Roger Machado, com contrato válido até o fim de 2021. Sua chegada foi envolvida por boa expectativa, já que o time apresentava problemas defensivos. O treinador, no entanto, não conseguiu sanar as falhas, e o Bahia mantém a marca de pior defesa do Brasileirão, depois de sofrer 46 gols em 26 jogos.

Ao todo, o Bahia realizou 24 jogos sob comando de Mano Menezes, com oito vitórias, dois empates e 14 derrotas (aproveitamento de 36,1%)*.

Mano diz que não apoia injúria racial


Mano Menezes concedeu entrevista coletiva após a partida, ainda como treinador do Bahia. Ao ser questionado sobre o episódio, o técnico disse que nenhum dos membros de sua comissão técnica apoiaria uma atitude de cunho racista e defendeu apuração do caso.

- Primeiro, este é um assunto extremamente sério, que envolve o mundo e, consequentemente, o Brasil também. Nós não temos nenhum relato, não temos uma imagem, não temos o fato de Ramírez falando para Gerson qualquer coisa deste tipo. Então, quando não temos, logicamente ficamos do lado do nosso jogador. O que pareceu para a gente naquela hora foi que tínhamos crescido no jogo, tínhamos feito 2 a 1, e que estava havendo uma tentativa de paralisar o jogo, tumultuar, tirar um jogador nosso também por um cartão vermelho para igualar as coisas. Mas Gerson é um jogador extremamente sério, merece respeito. E o clube vai fazer um acompanhamento, investigação, do que realmente aconteceu. O Bahia tem um compromisso muito grande com isso. Ninguém da nossa comissão técnica apoiaria nenhum tipo de situação como essa. Então, se acontecer de, depois da conversa com o jogador, de as coisas serem esclarecidas, provavelmente amanhã ou quando o time se reapresentar, não só o tribunal provavelmente vai fazer uma denúncia, mas o Bahia também vai tomar as providências, porque não tem sentido nenhum este tipo de atitude, se é que ela aconteceu - disse.

- Em relação às discussões de campo, Gerson estava bastante alterado. Xingou todo mundo, e aí houve uma tentativa nossa de defender o nosso, mas sempre dentro da questão do jogo, nada de defender atitude errada. Sem a atitude errada aconteceu, não defendo eu e, já pela conversa que tive com o presidente Guilherme [Bellintani], e pela história do Bahia, não vai haver defesa de uma coisa errada, se aconteceu. Só que vamos ver o que exatamente aconteceu - completou o técnico. Fonte: Globo Esporte

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