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Mercado de flores 'renasce' durante pandemia e projeta faturamento 5% maior em 2020

A pandemia do novo coronavírus mexeu com o mercado de plantas e flores. Se em março, início das medidas restritivas, o cenário era de pessimismo, com projeções de prejuízos e demissões, o setor chega à reta final de 2020 "renascido", esperando aumento de pelo menos 5% no faturamento em comparação com o ano anterior.

Na avaliação do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), em Holambra (SP), as vendas por delivery e em supermercados, que não fecharam as portas durante a quarentena, além da mudança de hábito de consumidores que migraram para o home office, ajudaram a impulsionar o setor.O aumento para o setor como um todo foi tão significativo, avalia o órgão, que compensa perdas que produtores de flores de corte tiveram com os cancelamentos de festas e eventos, que ainda retornam de forma tímida.

"Em janeiro, fevereiro e começo de março o mercado vinha bem, e o que projetávamos, de 10% a 15% de crescimento real, estava se concretizando. Daí veio a pandemia, e o final de março e abril foram duros, mas no final do primeiro semestre foi recuperando, mas abaixo do registrado em 2019. No entanto, julho, agosto e setembro foram meses muito bons, quando zeramos as perdas e equilibrou com o ano passado. Se mantiver essa expectativa, não vamos atingir o projetado lá atrás, mas devemos crescer 5%", explica Opitz.A flexibilização das medidas restritivas, que culminou com a reabertura de cemitérios para visitação em grande parte do país, também já ajudou o setor nas vendas do Dia de Finados. Segundo o Ibraflor, "apenas sobraram flores nas cidades onde os cemitérios permaneceram fechados".

Tamanho do mercado Com 8,2 mil produtores, 15 mil hectares de área cultivada e mais de três mil variedades produzidas em todo o Brasil, o mercado de flores é um setor bilionário, responsável por 200 mil empregos em toda a cadeia.

Dados do Ibraflor mostram que o setor movimentou R$ 8,7 bilhões em 2019, com um consumo per capita de R$ 42,00.

E esse mercado tem em São Paulo seu maior expoente. O estado, impulsionado principalmente pela região de Holambra, é o maior produtor e também o que mais consome flores e plantas ornamentais.

'Plantas verdes'

Um dos setores que mais cresceu durante a pandemia foi o de plantas verdes, aquelas sem flor. De acordo com o Ibraflor, produtores chegaram a registrar aumento de até 20% nos negócios.

Especializado na produção de dracenas, que se adapta bem a ambientes internos, o produtor Roger Scholten, de Holambra, confirma o bom momento depois do susto provocado pela pandemia.Aumento de produção

Na avaliação do Ibraflor, há uma tendência de que o trabalho em home office e alguns hábitos de consumos adquiridos durante a pandemia perdurem, o que faz o setor investir em aumento de produção para os próximos anos.

Segundo Scholten, a ideia é otimizar a produção na estrutura que possui atualmente, de um hectare de estufa e meio de área viveiro (pelada), e dobrar a produção anual que atualmente é de 100 mil vasos de dracenas.

"Acredito que a tendência veio para ficar, o brasileiro gostou e muitos outros produtores estão investindo. Quero melhorar a produtividade na mesma área. Como faço minhas mudas, investi em matrizes, para ter mais mudas. Se conseguir manter tudo bem alinhado, é possível ter produções por ano, já que a planta, na média, fica pronta para comércio em quatro meses", explica o produtor.

Assim como o Ibraflor, Scholten também já trabalha com o cenário de aumento no faturamento depois de um início de ano temeroso. "Atingi o mesmo do ano passado agora, em outubro, e já estou em um ponto de lucro", completa.Ceasa Campinas

Principal entreposto do interior paulista, a Ceasa Campinas registrou encolhimento de indicadores com a crise. O Mercado de Flores e Plantas, por exemplo, ficou fechado entre 24 de março e 6 de maio, até que teve reabertura permitida após o Ministério da Agricultura considerar o setor como essencial para funcionamento durante a crise sanitária. Para isso, entretanto, foi estabelecida uma série de regras para evitar a transmissão do vírus.

Um levantamento feito pela prefeitura, a pedido do G1, mostra que 8,1 toneladas de produtos foram ofertadas de janeiro a setembro. O total significa 23% do total contabilizado no ano passado.

Além disso, neste período, o total de boxes em funcionamento passou de 462 para 333 - redução de 28%; e a movimentação financeira foi de R$ 103,7 milhões para R$ 28,2 milhões - baixa de 72,8%.

Os produtos mais vendidos na estrutura localizada às margens do km 140,5 km da Rodovia D. Pedro I (SP-065) são rosas de corte, alstroemérias, cactos, suculentas, orquídeas, temperos, ervas aromáticas e forrações em geral. As variações sobre cada item, entretanto, não foram confirmadas pela prefeitura.

fonte G1 Campinas

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