O que se sabe do suposto caso de abuso sexual de Neymar contra funcionária da Nike

O mundo – não só o do esporte – acordou com uma bomba nesta sexta-feira (28). Neymar, um dos mais importantes jogadores de futebol da atualidade, é alvo de uma denúncia de assédio sexual contra uma funcionária da Nike. As informações estão em reportagem publicada pelo periódico norte-americano Wall Street Journal, na quinta-feira (27). A denúncia foi investigada pela empresa e, de acordo com a reportagem, a Nike rescindiu o contrato publicitário e de fornecimento de material esportivo com o jogador em 2020 por conta da postura de Neymar durante a apuração do caso. Ele teria se recusado a cooperar com as investigações.


O caso

A reportagem revelou que a funcionária relatou a colegas de trabalho que, em 2016, Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral em um hotel em Nova York, quando ela trabalhava na parte de logística em um evento com o jogador. Segundo o Wall Street Journal, o caso teria acontecido durante uma viagem do jogador a Nova York entre o fim de maio e começo de junho de 2016, para uma campanha publicitária.

Durante o trabalho, ele se encontrou com astro do basquete Michael Jordan. Ainda de acordo com a reportagem, o grupo teria celebrado a noite em uma boate e, depois da meia-noite, na madrugada de 2 de junho, funcionários do hotel pediram à mulher que ajudasse Neymar a entrar em seu quarto, sendo que o jogador aparentaria estar embriagado. Segundo informações do jornal norte-americano, confirmadas pela Nike para o portal brasileiro UOL Esporte, a funcionária relutou em fazer denúncia no primeiro momento, o que teria feito a Nike manter a confidencialidade do caso. A primeira vez que ela falou sobre o caso foi em um fórum criado pela empresa para que colaboradores e ex-colaboradores pudessem falar de experiências e preocupações sob sigilo. Isso teria ocorrido em 2018.

Segundo a reportagem, a Nike, após a primeira denúncia, respeitou o desejo da funcionária de manter a confidencialidade e evitar uma investigação. Porém, em 2019, ela mudou de ideia e a Nike iniciou uma investigação independente para apurar a denúncia. A rescisão do contrato

De acordo com o UOL Esporte, a decisão de rescindir o contrato com Neymar em 2020 – após 15 anos de parceria – ocorreu por conta da postura do atleta. À reportagem, a empresa disse que as investigações foram inconclusivas, mas o atacante do PSG teria se recusado a cooperar com a apuração da denúncia.

A equipe de Neymar negou a acusação ao ser procurada pelo Wall Street Journal. “Neymar Jr. se defenderá contra esses ataques infundados caso alguma denúncia seja apresentada, o que não aconteceu até agora”, publicou o jornal. Em nota, a equipe ressaltou que o fim do contrato se deu por razões comerciais. O posicionamento foi reforçado também ao portal brasileiro UOL Esporte. Revolta de Neymar Pai

Neymar da Silva Santos, pai de Neymar, reagiu à denúncia publicada pelo jornal norte-americano dizendo que vai processar a Nike. “Como pode sair uma notícia dessa? Concorda comigo? Fomos surpreendidos por algo que aconteceu em 2016, que ninguém lembrava mais desse fato.”

Neymar Pai, como é conhecido, também disse que a acusação neste momento é “muito estranha”. “É muito estranho tudo isso agora. O Neymar nem conhece essa moça, claro que isso partiu da Nike depois da nossa saída. Muito estranho, todos saem da Nike e são acusados assim. Muito estranho, isso aconteceu com o Cristiano Ronaldo, com o cara lá do basquete que morreu, o Kobe (Bryant).”

Ele também declarou que deve processar a empresa. “Se a Nike quer chantagem, armação, vamos para cima da Nike então”.

Neymar: “fatos podem ser distorcidos”

Neymar, que está concentrado com a Seleção em Teresópolis (RJ) e até o início da tarde desta sexta (28) não havia se pronunciado sobre o caso, se manifestou por meio das redes sociais. Ele começa afirmando que “fatos podem ser distorcidos” e acusa a empresa (que não nomeia) de “distorcer uma relação comercial que está apoiada em documentos”.

Ele acusa a empresa de “contrariar essa regra” e diz que a afirmação de que ele não contribuiu com a investigação é absurda e mentirosa.

O jogador diz ainda que entre 2016 e 2019 não teve conhecimento do caso e que viajou outras vezes com a mesma equipe. Além disso, Neymar afirma que não teve oportunidade de se defender.

“Não me deram a oportunidade de me defender. Não me deram a oportunidade de saber quem é essa pessoa que se sentiu ofendida. Eu nem a conheço. Nunca tive nenhum relacionamento. Não tive sequer oportunidade de conversar, saber os reais motivos da sua dor. Essa pessoa, uma funcionária, não foi protegida. Eu, um atleta patrocinado, não fui protegido”.

Uma nota de esclarecimento também foi publicada pela equipe do jogador no site oficial da NRSports – clique aqui para ler na íntegra. Fonte: ND+

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